terça-feira, 30 de outubro de 2012

Brasil cria chip mais avançado da América Latina

Quarta-Feira, 24/10/2012, 00:11:09 - Atualizado em 24/10/2012, 00:16:51
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Brasil cria chip mais avançado da América Latina (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Uma empresa Brasileira tornou-se a pioneira da América Latina a desenvolver um chip de 65 nanômetros (medida equivalente a um milionésimo de mílimetro). O chip mais avançado  já produzido na região é um marco na microeletrônica brasileira, ele será fabricado na Cingapura, já que aqui não há instalações para a fabricação desses semicondutores.
O chip mais avançado, contém cerca de 90 milhões de transmissores e 10 milhões de gates em uma superficíe de pouco menos de 20mm², ele é um demodulador para TV digital, que poderá equipar notebooks, tablets, smartphones, aparelhos de TV de tela plana, televisores portáteis, navegadores GPS, conversores e qualquer outro tipo de aparelho eletrônico que com ele passam a receber o sinal da TV digital, que usa uma variação do padrão japonês (ISDB-T).
Foram investidos R$ 4,5 milhões, basicamente consumidos na montagem de toda infraestrutura necessária, com estações de trabalho, máquinas com alto poder de processamento, licenças de softwares para design, simuladores, modelagem matemática, formação da equipe, treinamento, consultoria, prototipagem e testes.

Fonte: Diario Online

domingo, 28 de outubro de 2012

27/10/2012 06h48 - Atualizado em 27/10/2012 06h48

Trabalho sustentável: conheça o perfil de quem atua em 'home office'

Empresas têm buscado cada vez mais profissionais que trabalham em casa

Poluição, tráfego, estresse e tempo desperdiçado no trânsito. Até que ponto ter que se deslocar para realizar um trabalho é realmente necessário e ecologicamente correto? É inegável que o avanço da tecnologia, aliada à maior flexibilidade de algumas empresas, resultou em mudanças significativas no formato de trabalho de muitos profissionais, que passaram a produzir a partir da comodidade do lar. A antiga expressão “lar doce lar” passa a dar lugar ao termo em inglês home office, que significa escritório em casa.
Ana Finamor (Foto: Divulgação)Ana Finamor, da FGV: o meio ambiente agradece o
escritório em casa (Foto: Divulgação/Ana Finamor)
Mas não é só a vida do funcionário que tende a mudar com o trabalho feito de casa. Para a especialista em desenvolvimento humano, Ana Ligia Finamor, coordenadora dos MBAs em Gestão Empresarial e em Gestão de Pessoas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, o meio ambiente também agradece. “Há, nesse aspecto, diversos benefícios, como a menor produção de impressão em papel, pois as apresentações e relatórios tendem a ser transferidos em meio magnético, ou virtual. Além disso, um dos principais benefícios diz respeito à menor emissão de gases do efeito estufa por causa da redução de transporte”, explica Ana.
É o caso da jornalista autônoma Manoela César, que desde 2010 resolveu encurtar a distância entre o trabalho e seu filho, passando a produzir de casa. Ela deixou de trabalhar na redação de um grande jornal para se dedicar exclusivamente ao home office. “Quando morava em Niterói, eu pegava quatro ônibus: eram dois para ir e dois para voltar. Passava pelo menos três horas do meu dia, todo dia, dentro de uma condução. Depois que me mudei para o Rio, era somente um ônibus para cada jornada”, lembra a jornalista, que é autora do blog Colher de Chá Noivas.
Mas quais são as profissões que podem produzir no formato de home office? Ana Finamor lembra que existem funções com maior possibilidade de atuação feita de forma remota. “O home office serve para funções como analistas, projetistas, profissionais de suporte de informática, consultores, entre outros. O profissional que atua de casa deve ter um perfil mais adequado para este tipo de formato, incluindo características como total conhecimento sobre o trabalho, autonomia, iniciativa, motivação, persistência, capacidade de decisão e conhecimento das ferramentas de comunicação envolvendo a tecnologia”, ressalta.
Manoela Cesar (Foto: Divulgação)Manoela Cesar, jornalista autônoma e autora do
blog Colher de Chá Noivas (Foto: Divulgação)
Para Manoela, disciplina é o que conta para poder produzir de casa e, ao mesmo tempo, cuidar do seu filho. “Tento me dividir entre cuidar dele e meu trabalho da melhor forma. Em geral, passo as manhãs com ele e, ao mesmo tempo, leio os e-mails, resolvendo as questões mais urgentes de trabalho. Depois, levo meu filho para a escola e aí sim tenho as minhas horas de trabalho sem intervalos. Não é raro precisar produzir de madrugada, mas, apesar disso, sou muito mais feliz trabalhando de casa e é isso que eu quero para minha vida”, comemora a jornalista.
Ana Finamor conta que muitas empresas estão adotando o formato de home office para alguns de seus funcionários. Para ela, dois fatores principais estimulam esse modelo: são eles o incremento de tecnologia e a logística, incluindo transporte residência-escritório. “Hoje em dia, com o conceito de empregabilidade, que é o próprio profissional responsável pela sua carreira, tem se percebido um comprometimento e motivação maiores neste formato de trabalho, pois o profissional se vê desafiado a mostrar resultado, dando retorno, quando é o caso, para a empresa que demonstrou confiança em compartilhar este tipo de trabalho”, aponta.
Dentre os formatos de trabalho atualmente adotados pelas empresas que possuem funcionário em regime de home office, a coordenadora destaca dois. “Um é mais flexível, no qual o objetivo é a entrega de determinada tarefa. Já o outro é requerido o cumprimento de um horário tradicional. Nesse caso, o funcionário precisa trabalhar em determinado horário para atender ao cliente, ou se relacionar com outros funcionários da empresa em tempo real”, explica a especialista.
Com relação às tecnologias que propiciam pessoas de produzirem de casa, a coordenadora destaca algumas delas, sendo a principal o computador. “Tem também os tablets e os smartphones com acesso à internet, incluindo ferramentas de chat e de busca, como o Google, por exemplo. Eventualmente, é preciso também de uma linha telefônica. Todas essas ferramentas permitem o trabalho à distancia com uma certa facilidade”, conclui a especialista.

Fonte: Globo Ecologia
27/10/2012 06h49 - Atualizado em 27/10/2012 06h57

Restos de alimentos, que antes eram jogados no lixo, agora viram adubo

Entenda como é possível transformar resíduos orgânicos em aditivo agrícola

Qual é a primeira coisa que vem à cabeça quando o assunto é reciclagem de lixo? Acertou quem pensou em papelão, vidros, ou qualquer tipo de metal. Entretanto, o que talvez muitos não saibam é que os resíduos orgânicos, também conhecidos como lixo úmido, também podem ser reciclados, sendo transformados, em muitos casos, em adubo. Em setembro, o programa Cidades e Soluções, da Globo News, apresentou alguns casos de sucesso de empresas que vêm apostando no reaproveitamento do lixo como forma de contribuir para a sustentabilidade do planeta.
Segundo a reportagem, somente por ano, 22 milhões de toneladas de alimentos têm um destino certo: os aterros sanitários. Quando abandonados a céu aberto, os resíduos orgânicos se transformam em chorume, líquido que contamina as águas subterrâneas. Além disso, devido ao processo de decomposição, o lixo orgânico produz gás metano (CH4), que é extremamente nocivo à camada de ozônio. Como se não bastasse, esse tipo de dejeto atrai animais como ratos e diversos tipos de insetos, propiciando a propagação de doenças.
Vide Verde (Foto: Divulgação)A Vide Verde produz cerca de 30 toneladas de
adubo a partir do lixo orgânico (Foto: Divulgação)
Como explica Marcos Rangel, diretor comercial da empresa Vide Verde, uma das primeiras do Brasil a aproveitar comercialmente os resíduos orgânicos, os transformando em adubo, o país ainda tem muito a evoluir neste setor. “Apenas 5% dos resíduos orgânicos são aproveitados no Brasil em sistemas de reciclagem de nutrientes e no aproveitamento energético. Uma pena, não pelo aproveitamento energético, já que temos matrizes limpas no Brasil, mas pelo não aproveitamento de nutrientes para a produção agrícola. Temos que importar alguns nutrientes para esse tipo de uso, enquanto estamos jogando tudo no lixo”, alerta Marcos.
Conforme exibido no programa, o volume de alimentos que se joga fora no Brasil daria para alimentar, aproximadamente, 30 milhões de pessoas por ano. Além do que sobra no prato do brasileiro, o desperdício começa no campo e se agrava no transporte de frutas, legumes e verduras, bem como nos seus respectivos armazenamentos inadequados. Além disso, existe toda a questão ambiental, já que para cada quilo de alimento descartado nos aterros sanitários são emitidos 400 gramas de gás na atmosfera. Já nas composteiras, locais onde o lixo orgânico sofre o processo de decomposição de forma controlada, a emissão cai para quatro gramas por quilo, ou seja, cem vezes menos.
Apesar de o cenário não ser tão promissor no Brasil, no que tange o reaproveitamento do lixo orgânico, o programa da Globo News mostrou que algumas empresas já fazem a destinação correta do lixo úmido que produzem. É o caso da L’Oréal Brasil, que gera em sua fábrica algo em torno de cinco toneladas de lixo orgânico por mês, proveniente, principalmente, do refeitório. Outra empresa que vem trabalhando o reaproveitamento sustentável do lixo é a White Martins, que recicla 98% dos resíduos gerados na fábrica, sendo que desse total o lixo orgânico corresponde de 15 a 18%.
Transformando lixo em adubo
A Vive Verde foi uma das primeiras empresas a acreditar no potencial do lixo orgânico como fonte de renda, iniciando suas atividades em 2007. Atualmente, a companhia tem faturamento mensal de 100 mil reais e atende a cerca de 30 grandes clientes. “A Vide Verde produz aproximadamente 30 toneladas de adubo por mês, que são distribuídos para o estado do Rio de Janeiro. Já temos o interesse de outros estados pelo nosso produto. Começamos nossa operação em Resende. Atualmente, já temos mais uma planta em operação, localizada em Magé, que entrou em funcionamento em 2010”, conta Marcos.
Para cada dez quilos de lixo orgânico, é gerado um quilo de adubo, conforme explica o diretor comercial. A empresa criou um processo próprio de aceleração da compostagem do lixo orgânico, que requer misturá-lo à palha, tendo como elemento fundamental a adição de um catalisador específico, feito à base de lactose e algumas leveduras.
“A compostagem é um processo microbiológico de decomposição da matéria orgânica. Ele é simples, mas exige um acompanhamento constante. Temos que sempre monitorar a umidade, a relação carbono/nitrogênio, a temperatura, entre outros fatores. Além disso, temos que ficar de olho na presença de oxigênio, que deve ser bem balanceado para que o resultado seja positivo”, explica Marcos, lembrando que o processo normal de compostagem dura de cinco a seis meses e que com a tecnologia criada pela Vide Verde, esse período cai para 40 dias.
Fonte: Globo Ecologia

domingo, 14 de outubro de 2012

09/06/2012 06h52 - Atualizado em 11/06/2012 13h48

As diferentes formas de aproveitar a energia solar em sua residência

Enquanto a energia termossolar aquece a água usada para higiene pessoal, as placas fotovoltaicas são utilizadas para produzir energia elétrica

Os sistemas de energia fotovoltaica fincionam bem em dias nublados (Foto: Divulgação)O preço das placas depende de diferentes
fatores, como o tamanho (Foto: Divulgação)
Há várias formas de se aproveitar a energia solar. Atualmente, as mais utilizadas são a térmica - para aquecer a água - e a geração fotovoltaica de energia elétrica. No Brasil, a primeira é mais encontrada nas regiões Sul e Sudeste, por conta de suas características climáticas, e a segunda, nas regiões Norte e Nordeste, em comunidades isoladas da rede de energia elétrica.
A produção de energia térmica é feita a partir do uso de coletores solares. Estas estruturas são mais utilizadas em construções residenciais e comerciais – por exemplo, hotéis, restaurantes, clubes, hospitais - para aquecer de água usada na higiene pessoal e serviços de limpeza.
A energia térmica obtém calor e a fotovoltaica, eletricidade, podendo ou não necessitar de baterias. Existem diferentes tipos de usinas (ou sistemas) fotovoltaicas:
• Conectados à rede: tipo mais usado de instalações fotovoltaicas, normalmente sobre o telhado de casas e escritórios. Precisa da presença de um inversor, aparelho que transforma a energia em corrente contínua para corrente alternada. A energia gerada pelos painéis é entregue a rede elétrica convencional;
• Isolados: instalados em áreas de difícil acesso a rede elétrica, como zonas rurais, necessitam de um meio de armazenamento com, por exemplo, baterias. Esses sistemas podem gerar energia apenas para uma residência ou podem ser instalados em mini-redes para atender a uma pequena comunidade;
• Híbridos: a geração fotovoltaica funciona em conjunto com outras fontes energéticas, como eólica ou diesel. Considerados mais complexos, os sistemas híbridos exigem um controle capaz de integrar diferentes formas de geração de energia. Estes sistemas podem estar conectados a rede, isolados ou ter o apoio da rede.
• Usinas solares: são também conectadas à rede e produzem uma grande quantidade de eletricidade em um único ponto. Podem ser instaladas sobre grandes edifícios industriais ou no solo próximo a indústrias que exigem intenso consumo de energia.
Energia solar em casa (Foto: Divulgação)A área disponível é um fator importante para a
instalação das placas (Foto: Divulgação)
As estruturas dos sistemas de energia solar fotovoltaica são formadas por células, as unidades básicas que compõe os painéis. Já os painéis são instalados em conjunto, formando assim um módulo fotovoltaico. “O preço dos sistemas de placas fotovoltaicas está mais ligado à aplicação, à eficiência do material, à área em que o consumidor pretende construí-lo e à potência desejada”, explica Paula Scheidt Manoel, gerente de projetos do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal).
Outros pontos importantes para o consumo são os aspectos arquitetônicos , ou seja, a forma do projeto,  e a área disponível para implantação, em relação à potência instalada para verificar se serão necessários módulos mais eficientes ou não. “A maioria dos sistemas instalados hoje no mundo estao conectados à rede, com um grande uso instalado em edificações", completa Paula.
A principal matéria prima das células fotovoltaicas é o silício. Segundo Paula, as placas mais encontradas no mercado atual são as feitas com silício cristalino (c-SI), que apresentam melhor custo-benefício. O silício monocristalino (m-Si), além de ser a mais antiga tecnologia fotovoltaica, é também o que têm maior eficiência para fins comerciais. No caso do silício policristalino (p-Si), como o próprio nome já diz, as células são formadas por diversos cristais. Justamente por causa das bordas das partículas de cristais, a eficiência das células de policristalino é menor que as monocristalino.
Já o silício amorfo hidrogenado (a-Si) é usado para fabricar filmes finos, que são células mais maleáveis e flexíveis. “Esse material pode ser usado em fachadas de edifícios e coberturas, como de estádios de futebol”, exemplifica Paula. Se houver uma grande disponibilidade de área e um valor fixo de potência energética desejada, o mais indicado seria o uso de filmes finos, que apesar de terem menor eficiência, são mais baratos.
Paula Scheidt fala sobre o consumo de placas fotovoltaicas (Foto: Divulgação)Paula Scheidt fala sobre o consumo de placas
fotovoltaicas (Foto: Divulgação)
Uma das principais vantagens das placas fotovoltaicas, de acordo com Paula, é consumir a energia onde está sendo gerada. Outra é a capacidade de aumentar a capacidade instalada da maneira mais rápida por conta da modularidade das placas. Por exemplo, se uma pessoa instalar placas apenas em metade da área do seu telhado, é possível depois mandar instalar no resto da área em prazos mais curtos de instalação.
São pontos relevantes também o curto tempo de instalação das placas e o baixo impacto ambiental que elas geram. Vale destacar que os sistemas fotovoltaicos também operam em dias nublados. Devido à reflexão dos raios solares, dias levemente nublados podem resultar em campos com mais energia do que dias sem nenhuma nuvem no céu.
Existem duas possibilidades para comprar placas fotovoltaicas. “Há empresas que projetam todo o sistema fotovoltaico para a demanda do cliente e já instalam na casa do comprador, chamadas de empresas integradoras. Mas também é possível comprar direto com os fabricantes”, explica. Essa alternativa é menos recomendada por causa da instalação.
“Em geral, se pensarmos em termos de outros tipos de usinas energéticas, as de placas fotovoltaicas são relativamente mais fáceis de instalar .” No entanto, ainda é necessário que as células fotovoltaicas sejam instaladas por profissionais especializados, para evitar possíveis riscos ao sistema e à própria segurança do consumidor.

Fonte: Globo ecologia

sábado, 22 de setembro de 2012


15/09/2012 06h41 - Atualizado em 15/09/2012 06h54

Política visa democratizar acesso a orgânicos e aumentar sua produção

Isentos de resíduos químicos prejudiciais à saúde humana e animal, alimentos são mais seguros, não contaminam o meio ambiente e duram

Alimentos orgânicos (Foto: Divulgação / Brasilbio)Alimentos orgânicos (Foto: Divulgação / Brasilbio)
Por pura falta de informação, muitos confundem o alimento orgânico com o natural, o hidropônico e até o transgênico. Mas os conceitos são totalmente diferentes e a Associação Brasileira de Orgânicos (Brasilbio) vem lutando desde 2004 para divulgar a importância para o país da produção orgânica, que cresce vertiginosamente principalmente na Europa e nos Estados Unidos. No mundo todo, os orgânicos geram em torno de R$ 95 bilhões por ano com seus 60 milhões de hectares de terras próprias para esse tipo de cultivo.
“O cenário brasileiro tem crescimento de aproximadamente 20% ao ano, mas o mercado ainda é tímido e pouco estruturado, gerando em torno de R$ 14 milhões. Temos 809 mil hectares representando apenas 0,3% de toda área, com 90 mil produtores cadastrados, segundo o Censo 2006. Apenas 10% desses produtores são certificados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, explica Lutero Couto, vice-presidente da Brasilbio. "O que nossa associação propõe é a democratização do consumo de orgânicos, ou seja, de alimentos saudáveis, e isso implica em produção em escala e a preços civilizados.”
A agricultura orgânica costuma ser relacionada a produções em pequena escala. Mas desde dezembro de 2003, os produtores vêm se adequando e adaptando às regras impostas pela Lei nº. 10.831, que em seu artigo 1º sacramentou “o sistema orgânico de produção agropecuária é todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais”. Em agosto deste ano, o Diário Oficial da União publicou o decreto 7.794, que institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, assinado pela presidenta Dilma Rousseff. Os objetivos são integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica, da produção orgânica e de base agroecológica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população.
“A Lei de 2003 regulamentaria, mas faltava uma política do setor que olhe o orgânico não como nicho, mas como um dos eixos de desenvolvimento sustentável do país. A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica define um marco regulatório. Até a edição deste decreto, o orgânico era voltado para a classe A e B e para a exportação. Um dos esforços hoje é para colocarmos o alimento orgânico nas escolas”, diz o vice-presidente da Brasilbio. “A legislação estimula o resgate de técnicas tradicionais de manejo de produção biologicamente sustentável, que foram extinguidas pelo manejo convencional que utiliza produtos químicos.”
Alimentos orgânicos (Foto: Divulgação / Brasilbio)Alimentos orgânicos (Foto: Divulgação / Brasilbio)
Desde a década de 1970, quando o processo orgânico começou a ser difundido no meio acadêmico e científico, novas tecnologias foram desenvolvidas e estudos realizados para evitar pragas e doenças sem a utilização de agrotóxicos:
“Uma planta nutricionalmente equilibrada fica resistente aos ataques de insetos e outros seres danosos. Para combater as pragas é preciso usar adubação orgânica com adubos minerais pouco solúveis, bem como micronutrientes. Desta forma, a planta recebe os nutrientes de maneira gradual e necessária. Na produção agroecológica, não eliminamos insetos predadores nem aranhas ou mesmo passarinhos. Eles são inimigos naturais das pragas de nossa lavoura”, comenta Lutero Couto.
Diferente da produção convencional, a produção de orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos, fertilizantes sintéticos. Além disso, não são processados com radiação ionizadora ou aditivos, seja na questão nutricional da planta ou no tratamento contra doenças e pragas. Esses alimentos são isentos de quaisquer resíduos de agroquímicos prejudiciais à saúde humana e animal, são mais seguros para o consumidor e não contaminam o meio ambiente. E, de acordo com Lutero Couto, os alimentos ainda podem ficar mais tempo na geladeira:
“Os alimentos orgânicos têm melhor valor nutricional porque são produzidos em solo mais equilibrado em nutrientes. São ricos em minerais e fitoquímicos. Eles têm menor toxicidade, pois possuem menos resíduos de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, de hormônios e drogas veterinários usadas na produção animal ou aditivos químicos, de vitaminas e minerais sintéticos e de substâncias radioativas resultantes do processamento dos alimentos. Os métodos de higienização e processamento buscam manter a qualidade nutricional, o sabor, o odor e a textura originais, além do aspecto natural do alimento. Por isso, os orgânicos são mais saborosos. E os alimentos orgânicos ainda duram mais, uma vez que a adubação sintética nitrogenada, proibida na agricultura orgânica, leva a um aumento no teor de água dos vegetais, tornando os alimentos mais perecíveis.”

fonte: Globo Ecologia

22/09/2012 06h49 - Atualizado em 22/09/2012 06h49

Relatório da ONU explica como a água contaminada prejudica a saúde

Estudo também fala como a poluição hídrica pode impactar ecossistemas. Outra pesquisa das Nações Unidas fala sobre sistemas de tratamento de água

Sick Water (Foto: Divulgação/OMS/FAO/UNESCO/IWMI)Ciclo da água utilizada ao longo da cadeia de abastecimento (Foto: Divulgação/OMS/FAO/UNESCO/IWMI)



Com o grande crescimento populacional e urbano em todo o planeta, expandir e intensificar a produção de alimentos coloca pressão sobre os recursos hídricos, além de aumentar a descarga não regulamentada ou ilegal de água contaminada diretamente nos ecossistemas. As estatísticas são gritantes: dois milhões de toneladas de esgoto, bem como resíduos industriais e agrícolas são descarregados em cursos de água do mundo, de acordo com relatório publicado pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) em 2010.
Isso representa uma ameaça global para a saúde humana e para o meio ambiente, assim como tem consequências imediatas e de longo prazo nos esforços de redução da pobreza e da miséria. Pelo menos 1,8 milhão de crianças menores de cinco anos de idade morrem a cada ano de doenças relacionadas com a água, ou uma a cada 20 segundos. Mais de metade das camas dos hospitais do mundo estão ocupadas com pessoas que sofrem de doenças relacionadas à água contaminada e mais pessoas morrem por conta do problema do que de todas as formas de violência, incluindo as guerras.
Esses e outros dados estão presentes no relatório “Sick Water? – The Central Role of Wastewater Management in Sustanaible Development” (“Água Doente? – O papel central da gestão das águas residuais no desenvolvimento sustentável”), publicado pelo Pnuma em 22 de março de 2010, Dia Mundial da Água. As estatísticas mostram que a água doce e os ecossistemas costeiros de todos os continentes, dos quais a humanidade depende há milênios, são cada vez mais ameaçados. Fica igualmente claro no estudo que as demandas futuras de água não poderão ser supridas enquanto a gestão de águas contaminadas – também conhecidas como residuais – não for solucionada.
O estudo foi montado com base em dados relacionados à qualidade da água em todo o planeta, fornecidos pela ONU-Habitat, pela Organização Mundial de Saúde – OMS, pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO (sigla em inglês), pela ONU Água, pela Unesco, entre outros programas da ONU.
"Sick Water": Relatório da ONU sobre paguas residuais (Foto: Divulgação/UNEP/UNHABITAT)1,8 milhão de crianças morrem por ano de doenças
relacionadas à água contaminada
(Foto: Divulgação/UNEP/UNHABITAT)
De acordo com o relatório, as águas residuais são definidas como "uma combinação de um ou mais dos seguintes: efluentes domésticos compostos de águas negras (fezes, urina e lama fecal) e águas cinzas (águas residuais de cozinha e banhos); águas de estabelecimentos comerciais e instituições, incluindo hospitais; industrial de águas pluviais, efluentes e outros canais urbanos; efluentes da agricultura, horticultura e aquicultura matéria, tanto ou dissolvidos quanto suspensos”.
Segundo o GRID-Arendal – centro colaborativo do Pnuma sediado na Noruega –, as águas residuais são vetores de doenças e contribuem para o aumento dos níveis de mortalidade e morbidade (incidência relativa de uma determinada doença). “As águas residuais podem contribuir para problemas de saúde nas seguintes maneiras: primeiro pela transmissão de doenças por micróbios de água fecal que contaminam o corpo quando a água é ingerida; segundo, por piscinas e coletas de águas residuais que permitem a multiplicação de vetores de doenças humanas”, informa a instituição.
Além de serem altamente prejudiciais à saúde humana, as águas residuais também contribuem para impactos em diferentes ecossistemas, como o derretimento das calotas polares. O GRID-Arendal explica que a falta de tratamento das águas residuais provoca emissões de gases - particularmente de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N20)  -, que contribuem para o efeito estufa, conduzindo a temperaturas mais elevadas, o que, por sua vez leva à fusão das calotas polares”.
Cuidados com as águas
Antonio Felix Domingues (Foto: Divulgação/Raylton Alves/Banco de Imagens ANA)Antonio Felix Domingues (Foto: Divulgação/
Raylton Alves/Banco de Imagens ANA)
Enquanto o “Sick Water” aborda os males das águas residuais, o relatório “Clearing the Waters: a focus on water quality solutions”, lançado no mesmo dia que o primeiro, foca nas soluções práticas de problemas que envolvem a situação da água em vários locais do planeta. “A publicação incita toda a comunidade internacional, e não apenas os governos, a agirem com responsabilidade e cooperação”, explica Antonio Felix Domingues, que coordenou a tradução da publicação do Pnuma pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Sob o título “Cuidando das Águas – soluções para melhorar a qualidade dos recursos hídricos”, a tradução incluiu um capítulo sobre ações e programas da ANA e de outras instituições, cujo objetivo é melhorar a qualidade das águas no Brasil.
Sem dúvida o principal desafio para a manutenção da qualidade das águas ou a reversão de mananciais de situação crítica é o lançamento de carga orgânica, ou seja, esgotos, nos mananciais. Para reverter esse quadro são necessários investimentos em ampliações do sistema de coleta de esgotos, em Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), ou no aumento de sua eficiência. “A melhoria da qualidade das águas ao longo das próximas décadas dependerá de um esforço conjunto de vários setores da sociedade e demandará recursos significativos”, completa Domingues.

fonte: Globo ecologia

Cerca de 30 milhões de hectares precisarão ser reflorestados

Ação deverá ocorrer por causa das exigências do Novo Código Florestal

por Agência Brasil
 Shutterstock
“A gente conta com o processo de educação ambiental, em que as pessoas compreendam e o agricultor também compreenda que a preservação do meio ambiente também é um ativo da sua propriedade”, disse Vargas.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse nesta terça feira (5/6) que, de acordo com o novo Código Florestal Brasileiro, será necessário reflorestar cerca de 30 milhões de hectares de terras. Para fazer uma comparação, a área plantada com grãos na safra 2011/2012 alcançou 51 milhões de hectares. Apesar do tamanho da área, o ministro disse que nenhum produtor terá sua propriedade inviabilizada economicamente e afirmou contar com a conscientização da população e dos produtores.
“A gente conta com o processo de educação ambiental, em que as pessoas compreendam e o agricultor também compreenda que a preservação do meio ambiente também é um ativo da sua propriedade”, disse Vargas.
Sobre as mais de 600 emendas recebidas pela Secretaria de Comissões Mistas do Senado com sugestões de mudanças no texto da medida provisória que pretende acabar com as brechas deixadas pelos vetos ao texto do novo Código Florestal, o ministro disse que o governo respeita o processo democrático e que qualquer contribuição que sirva para aperfeiçoar será aplaudida, mas espera que não seja criado um novo impasse.
“Há os que desmataram e os que preservaram. Não podemos configurar anistia”, explicou o ministro, dizendo também que os agricultores que não aderirem no plano de recomposição não devem receber financiamentos do Estado.
Durante o programa, Pepe Vargas respondeu também a perguntas sobre reforma agrária e criticou a demora para se julgar a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para reduzir os juros compensatórios de 12% pagos na desapropriação de terras.
“Essa Adin está tramitando há dez anos. Com toda a redução da taxa Selic, com toda adaptação do sistema financeiro, pagar 12% de juros compensatórios é um acinte. Assim, vale a pena ser desapropriado, remunera melhor do que qualquer fundo de investimento”, disse após o programa.
“Eu não vou entrar na pauta do [Supremo Tribunal Federal] STF, mas essa não é uma pauta menor, porque quebra o princípio da economicidade, que é um princípio constitucional, inclusive”, destacou.
O ministro falou ainda sobre a possibilidade de se fazer compras diretas da agricultura familiar pela internet, o que deve começar a ocorrer a partir de novembro, com lançamento previsto na Feira Nacional da Agricultura Familiar, no Rio de Janeiro, este ano. “Estamos priorizando cooperativas e associações pra eles venderem para clientes como supermercados, redes de hotéis, e também aos programas de compras governamentais, porque é isso que viabiliza o mercado mais consistente. Depois, a gente vai para a pulverização.”
Fonte: Globo Rural